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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Polícia Civil investiga irregularidade na contratação de transporte escolar em Barros Cassal

 Operação da Polícia CIvil combate irregularidade no transporte escolar em Barros Cassal. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)


 A Polícia Civil deu início à Operação Última Parada, na manhã desta quinta-feira (20), em Barros Cassal, na Região Norte do Rio Grande do Sul. Os policiais tinham como objetivo combater um esquema de irregularidades no transporte escolar do município. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e três pessoas foram presas, além de armas, munições e documentos.
A investigação começou em março deste ano, a partir de denúncias feitas à polícia, revelando ilegalidades praticadas pela gestão municipal na contratação de serviços de transporte escolar sem licitações, na modalidade de contrato emergencial.
"Há indicação pela prefeitura de um contrato de emergência, quando havia um serviço já constituito por licitação, pela gestão anterior. Além da irregularidade de contrato, estamos apurando se houve irregularidade com os pagamentos e cobranças", disse o delegado André Anicet.
Os mandados foram cumpridos na prefeitura da cidade, em 14 empresas, na Secretaria de Educação e nas residências de pessoas contratadas para realizar o transporte, conforme informou o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, todos os documentos serão analisados e os envolvidos no esquema de irregularidade devem responder por crimes de fraude licitatória, crime contra a administração pública e de associação criminosa.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEAT), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e contou com a participação de 86 policiais civis e 22 viaturas.
Procurado pelo G1, o prefeito de Barros Cassal, Jovelino Francisco Zago (PMDB), se posicionou em relação à operação.
"Sim, sabemos dessa denúncia e nós nos preocupamos com a economia de Barros Cassal. A operação falava exclusivamente do transporte escolar e de contrato de emergência do serviço vigente. Isso não é verdade. Os contratos emergenciais foram feitos em relação aos que venceram. Por causa das aulas que começaram. Os outros que não venceram são entre 8 e 9 contratos com licitação", afirmou o prefeito.




G1  RS