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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Vítima de cárcere privado pede ajuda por bilhetes e marido acaba preso em SC

Agentes da Guarda Civil Municipal prenderam, na noite de segunda-feira (10), no Centro Histórico de Paranaguá, um homem de 40 anos acusado de manter em cárcere privado sua esposa.
A vítima, de 49 anos, pediu ajuda de vizinhos, através de mensagens escritas em pedaços de papel e sacolas plásticas, que foram jogadas pela janela de sua casa.
O cárcere privado foi descoberto por volta das 21h30, quando moradores na Rua Pêcego Junior ligaram para a Central de Controle Operacional da (GCM) informando que, em uma casa na região, havia uma mulher pedindo ajuda através de bilhetes.
De imediato, a equipe da viatura L01 foi averiguar. Em conversa com populares, estes relataram que, na noite de domingo (9), tinham escutado barulho de vidros sendo quebrados e gritos de socorro vindos da casa e que haviam encontrados vários pedidos de ajuda, escritos com batom, em pedaços de papel e sacolas plásticas.
Diante do relato, os agentes foram até a moradia indicada e, pelo interfone, falaram com a moradora. Ela pediu para que a equipe da GCM não saísse da frente da sua casa.
Em seguida, a mulher abriu o portão e correu para trás da guarnição, dizendo que havia sido agredida e estava em cárcere privado.
Neste momento apareceu o companheiro dela, o qual negou toda a história, dizendo que havia ocorrido apenas um desentendimento por questões conjugais.
Em vista das versões conflitantes, os agentes resolveram encaminhar o casal para a Delegacia Cidadã, para que pudesse ser ouvido pelas autoridades policiais.
FUGA
Porém, quando os agentes manobravam a viatura, o homem fugiu correndo em direção à Rodoviária Municipal. Os guardas civis foram atrás dele. Ao ser alcançado o homem reagiu, mas foi dominado.
Conduzido ao plantão da 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, o homem acabou autuado pelos crimes de cárcere privado e violência doméstica e, em seguida, recolhido ao setor de carceragem da Cadeia Pública, à disposição da Justiça.


Claudério Augusto via site Roberto Lorenzon