terça-feira, 14 de setembro de 2021

Vítimas identificadas; Avião que caiu em Piracicaba, King Air leva até 8 passageiros, custa mais de R$ 35 milhões e é comum no agronegócio

 
FOTO: Ilustração do modelo / FOTOS: Reprodução site G1



O avião Beechcraft King Air B200GT que caiu em Piracicaba, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (14), tem capacidade para até 8 passageiros e custa, em média, um novo, mais de R$ 35 milhões, segundo especialistas ouvidos pelo G1.

Segundo dados da Agência Nacional de Avião Civil (Anac), o Brasil possui, atualmente, 430 aviões de diversos modelos King Air operacionais e que podem voar.

O acidente com a aeronave deixou 7 mortos, entre eles o sócio da Raízen Celso Silveira Mello Filho, de 73 anos, piloto e copiloto. O avião caiu em uma área de mata no bairro Santa Rosa e, com a explosão, um incêndio teve início no local.

A aeronave que se acidentou era modelo 2019 e era um turboélice de dois motores usado para pouso convencional em pistas curtas. Conforme o consultor aeronáutico Raul Marinho, o modelo de aeronave que caiu é extremamente popular no país, em especial no agronegócio, devido a sua capacidade de pousar em pistas curtas e de diferentes formações, como pistas de terra e de cascalho.

"Sou piloto e já voei com esses aviões várias vezes. É um avião extremamente popular no Brasil, muito robusto e que consegue operar em pistas de diversos tipos, pista de terra, pistas de cascalho, pistas curtas. É um avião conhecido pela segurança", diz Marinho.

O avião é fabricado nos Estados Unidos e o motor é canadense. "É um avião fácil de pilotar. Pela carga dele, usa piloto e copiloto, mas não requer a presença física de dois pilotos nas operações e nem o treinamento dos pilotos em simulador", explica o consultor.

Marinho diz que a aeronave que se acidentou era nova - fabricada em 2019 -, tinha poucas horas de uso e que, na sua visão, possivelmente pode ter ocorrido uma falha humana ou de manutenção.

"Ele tem um motor com menor índice de falhas no mundo, na prática, não quebra se é feita a manutenção correta", afirma o consultor.

Piloto desde 1959, George Sucupira, que foi presidente da associação de pilotos brasileiros por mais de 20 anos, também diz que a qualidade da aeronave é seu diferencial.

"Esse avião que caiu é top de linha, é o melhor que tem, acima dele só jato. É um turbohélice excelente, sem limite de uso e que pousa em qualquer lugar, é o melhor da categoria no momento. E tanto o piloto quanto o copiloto eram experientes. Qualquer questionamento sobre o que causou o acidente, nesse momento, é especulação", diz Sucupira.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave era privada e não estava autorizada a fazer táxi aéreo.



MATÉRIA PARCIAL VIA SITE G1


O ACIDENTE:

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Claudério Augusto via site G1